Pétalas cinzas.

Insólitos pensares repentinos.
Abalam minha mente em chibatadas violentamente rápidas.
Vagarosamente, procuram o sigiloso escuro breu da noite.
Pulsando ondas lapsantes em instantes de pensares incertos.
"O que queres da vida?"
Grita berrantemente o silêncio inoportuno. Petrificado no tempo, esperando um gentil vento para desestatiza-lo.
"O que pensas da morte?''
Apenas um grito a mais para aturar em berros que tentam se libertar constantemente em busca de paz.
O vel réu que aguarda pacientemente a sua chamada, anseia apenas mais um insolente gosto a saborear.
E as prumas rosas que acompanham o meu pulsante caminhar, secam e se quebram cinzas, baixo de meu pisar lento e pavoroso.
Pavoroso o som das pétalas se partindo. Partindo-se os caminhos invisíveis em visíveis fragmentos.
Fragmentando os ferimento. Ferindo mais tormentos.
Adormecendo-se os ventos que uivavam. Uivando na escuridão em busca de singelo e sincero perdão.
Deixando as vozes pra trás e vendo as pétalas cinzas se partirem em pisares repentinos em direção ao que não se sabe.

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