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chuva

É dia de chuva. E chove também em meu coração. As gotas de orvalho correm pela montanha. Entre folhas na paisagem molhada. E as flores secas e úmidas, distante amor que dói o peito. Quero soar meu lamento. Canto de saudade. É dor que dói amor. É inverno. É cinza o céu. É encharcado o dia.. Gotas e lamento. Quero ir! vou-me. Pela mata fria, molhada e densa. Atrás de ti. Não. Está tão longe que é difícil respirar. O que posso fazer? Chorar!!? Esperar.

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Ai se meu coração pudesse pular de meu peito E preencher o vazio alheio que assombra a sociedade. Ai se meu coração pudesse parar de chorar, E estancar este sangue que jorra constante dor. Mas quem somos nós nesta vastidão plena? Como tornar nossas almas serenas? Ah sim!! Somos gotas, somos mar. Pequenos universos de contradições. Somos opostos em explosões.

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Eu sou um lampejo, As boas energias eu absorvo, as más a terra drena. E se o silêncio é o seu próprio barulho, Eu também sou a natureza, e meu canto é a própria calada da noite.

Rua

A rua é lugar das putas, dos bêbados e dos solitários. É terra de ninguém, é minha também. Da lua cheia, do vento que nos rodeia. É lugar dos desabrigados, desamparados e escarrados. É lar da multidão do dia E do vazio assombroso da noite. A rua....

Vento de borboleta.

A vida é feita de minucias, tudo aquilo que me toca eu abraço! Cada pequeno som que ouço vindo de minha janela ecoa. Milhares de universos que refletem a imagem diante do mesmo sol. E que se recolhem perante a mesma sombra da noite e luar. Mesmo sem tocar-me, a borboleta que sobrevoa por aqui agora bate as asas. E essa batida de asas me toca com o vento por ela produzido. Òh grandiosa minucia! Faz-me sentir o vento de uma borboleta, toca-me o coração. Esse mesmo vento faz a tempestade dos mares em outro planeta. Faz um deus chorar e despencar o céu. Faz-me chorar, de emoção. Ela um dia foi lagarta, agora tem asas! Voa alto, como bem quiser!

Olhos Meus.

Meus olhos embriagados que nada enxergam na escuridão. Apalpam lentamente a estrada que me permeia. Se vedes meus olhos brilharem, peço perdão! Algo neste instante me farrapa o coração. E um rio invade-me os olhos. Peço perdão, mas se amas me compreende: Não há olhos apaixonados que não chorem de saudade !!

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Se deixares que a vida passe diante de seus olhos fechados, jamais verás ou saberás o que ela tem a lhe mostrar!